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perfil
Mariana Baltar lançou seu primeiro CD, Uma dama também quer se divertir no final de 2006. Além do reconhecimento do público e da imprensa, sempre com boas críticas, foi indicada ao Prêmio TIM 2007 na categoria Revelação e participou do programa Som Brasil (Rede Globo), onde dividiu o palco com Milton Nascimento.
Cais (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos) - uma das canções que interpretou no programa - faz parte de um tributo a Milton produzido por Guto Graça Mello para a EMI, lançado em 2009.
A cantora, que está em fase de gravação de seu segundo CD, teve uma das faixas de seu primeiro trabalho (“Samba da zona”, da compositora Joyce) na trilha sonora nacional da novela das 18h da Rede Globo, “Negócio da China” (2009).
Mariana participa ativamente de um novo movimento que reúne jovens compositores da música popular brasileira e suas canções inéditas. Paralelamente faz a direção de movimento do PianOrquestra, grupo dirigido pelo pianista Claudio Dauesberg.
Em 2009, participou do Projeto “No tempo do Nice” – apresentado por Haroldo Costa - cantando um repertório impecável de sambas no CCBB/RJ; fez homenagem a Dorival Caymmi no grande baile de carnaval do Cordão do Boitatá, na Praca XV; realizou uma pequena turnê por cinco unidades do SESC/RJ dentro do projeto “Essas mulheres e suas vozes maravilhosas” e acaba de retornar de Veneza (Itália), onde apresentou-se dentro de um evento da Ipiranga.
Uma dama também quer se divertir, também lançado no Japão, foi bem recebido pelo público, constando da lista dos preferidos de 2006 de críticos especializados do Rio de Janeiro, como Antônio Carlos Miguel (O Globo), Tárik de Souza (Jornal do Brasil) e Mauro Ferreira (O Dia). Devido ao sucesso da estréia do show de lançamento, Mariana recebeu do Teatro Rival BR o convite para comandar o projeto Mistura brasileira, que teve como convidados especiais Zé Renato e Marcos Sacramento. Cantou ainda no show de entrega do Prêmio Rival BR – um tributo a Araci de Almeida – ao lado de cantoras como Leila Pinheiro, Mart´nália, Roberta Sá, Ana Costa e Nilze Carvalho. Mariana, que costuma coreografar seus shows, incluiu em suas últimas apresentações um casal de bonecos que são manipulados por ela. A estréia foi um sucesso.
No repertório do primeiro CD, sambas de Assis Valente, Cartola, Hermínio Bello de Carvalho, Elton Medeiros e Joyce, além de músicas inéditas de Billy Blanco, Vander Lee, Teresa Cristina, Adryana BB e Marceu Vieira. As participações especiais são de Miltinho, Pedro Miranda e da própria Teresa Cristina. A produção reúne os arranjadores Alfredo Galhões, Paulão 7 Cordas, Eugenio Dale e Evandro Lima e conta com a participação de músicos como Carlos Malta, Marcio Bahia, Eduardo Neves, Roberto Marques, Daniel Santiago, Chico Chagas e, novamente, Paulão 7 Cordas.
Em 2007, a cantora integrou o projeto Sementes, no CCBB/ RJ, dividindo o palco com o sambista Nelson Sargento, e fez participação especial no grande baile de carnaval do Cordão do Boitatá, na Praça XV. Esteve em cartaz por nove meses no musical Império, de Miguel Falabella e Josimar Carneiro, onde interpretou uma dama da corte espanhola, a Manchega, que viveu no Brasil durante a vinda da família real portuguesa, acompanhando Carlota Joaquina, interpretada por Stella Miranda. No segundo semestre, Mariana dividiu o palco do Canecão com Ana Costa e o grupo Galocantô, fez participação especial no grande baile do Bangalafumenga na Fundição Progresso, ao lado de Teresa Cristina, e integrou dois grandes eventos ligados ao Dia do Samba. O primeiro deles foi a I Feira Carioca do Samba, que reuniu diversos artistas sob a direção artística de Hugo Sukman e Cláudio Jorge no Centro Municipal de Referência da Musica Carioca. O segundo foi um grande show nos Arcos da Lapa, em que Beth Carvalho recebeu a nova geração do samba. Mariana esteve ao lado de Diogo Nogueira, Casuarina e Veronica Ferriani, entre outros.
A cantora integrou por cinco anos o circuito da Lapa e adjacências, no Rio de Janeiro, tempo em que animou as noites de sábado do Centro Cultural Carioca, de onde foi sócia-fundadora. No sobrado da Praça Tiradentes funcionou o antigo dancing Eldorado, freqüentado por Pixinguinha e Cyro Monteiro, entre outros artistas notáveis da primeira metade do século passado.
Em 2005, foi vocalista da Banda do Zé Pretinho, de Jorge Ben Jor; esteve em cartaz no pocket -show Um Nego e Duas Brancas (direção de Adélia Sampaio) na sala Baden Powell (RJ) e no Teatro Rival BR, além de integrar o projeto Da fossa à bossa, idealizado por João Máximo, cantando e dançando repertório da década de 50 no CCBB/RJ.
Em 2004, atuou no musical Geraldo Pereira, um escurinho brasileiro (direção de Daniel Herz), realizando também alguns shows na cidade, quando interpretou compositoras brasileiras – de Chiquinha Gonzaga à Suely Mesquita.
Dançando desde os três anos de idade, a carioca, filha de pai pernambucano, envolveu-se com o samba na adolescência, quando se tornou bailarina e professora de dança de salão da Cia. Aérea de Dança, companhia nascida no Circo Voador que pesquisava e desenvolvia o samba em moldes inovadores. Com o grupo – onde esteve por 13 anos – participou de vários espetáculos nos EUA e Europa, acompanhando artistas como Jorge Ben Jor e Zeca Pagodinho. Seu primeiro trabalho profissional como cantora foi como vocalista da cantora Daúde. Integrou, em seguida, o projeto Gafieira Dance Brasil, criado por Paulo Moura e Cliff Korman, como cantora e bailarina. Mais shows pelos dois continentes.
De volta ao Rio e a sua escola de dança de salão na Praça Tiradentes, Mariana foi uma das idealizadoras do Centro Cultural Carioca – uma referência de boa música na cidade – inaugurado em julho de 2001. A partir de então, abraçou definitivamente seu projeto de carreira-solo, assumindo o compromisso de resgatar compositores de décadas passadas. Hoje, Mariana enfrenta o desafio de pesquisar e interpretar a produção dos compositores da “nova mpb”, reverenciando o passado com os olhos voltados para o futuro.
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